Publicado 14/06/2010 15:36
"Este ano, estamos fechando com chave de ouro", disse o presidente do Sindicato da Indústria da Construção e Mobiliário (Sinduscon) de Pelotas e Região, Rui Lucas, referindo-se aos resultados obtidos no último ano pelo setor na cidade e na região e também da 3ª Feira Imobiliária da Zona Sul, durante as comemorações dos 21 anos da entidade no começo da noite do dia 11 de junho, no estande da Caixa Econômica Federal na 18ª Fenadoce.
Dentro das metas traçadas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, 70% da estabelecida para a construção de habitações para famílias com renda de zero a três salários mínimos em Pelotas já foi alcançada, com 1.487 novas unidades habitacionais – essa é uma das faixas com demanda maior, segundo o gerente regional de Negócios da Superintendência Extremo Sul em Pelotas, Evaldir Michielin. Para a faixa de três a seis mínimos, não havia meta traçada, informou. Na região, das 3.589 unidades projetadas, 60% já foram contratadas para faixa de zero a três mínimos. Do total, ainda existe 40% para ser aproveitado pelas construtoras, explica – o que somará os R$ 151 milhões destinados ao Programa.
Segundo Lucas, os 21 anos completados pelo Sinduscon são uma data significativa para a entidade, pois significam sua maioridade, traduzida na postura social adotada quanto à reconstrução do trapiche do Valverde, no Laranjal. Com ela, reitera o presidente do Sinduscon, os construtores devolvem o que tem "colhido" com o crescimento do setor. Desde o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), todas as construtoras associadas têm trabalhado como nunca, recordou Lucas.
Outra iniciativa que o Sinduscon aceitou como desafio é o do Pólo Tecnológico como instrumento para a obtenção da certificação que será exigida dos empreendimentos. Com as universidades Católica de Pelotas (UCPel) e Federal de Pelotas (UFPel), a entidade quer firmar as parcerias que garantam perante a Caixa a certificação das empresas associadas, que terão, nos próximos meses e anos, muito trabalho através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região e fora dela – não apenas para moradia, mas também em obras de infra-estrutura.
**Feira.** Através de 11 empreendimentos de cinco construtoras, foram oferecidas 2.293 unidades habitacionais dentro do Minha Casa, Minha Vida, para famílias com renda mensal de três a seis salários mínimos na 3ª Feira, que teve o lançamento de cinco empreendimentos, a assinatura de contratos para a construção de seis novos condomínios residenciais e de financiamentos para compradores de dois condomínios e ainda a entrega do Residencial Terra Sul, o último dos 18 empreendimentos pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR).
Junto com esse balanço das atividades realizadas na 3ª Feira, evento paralelo ao 6º Feirão Caixa da Casa Própria, que ocorreu nas principais capitais e em algumas cidades brasileiras, Michielin anunciou que começa a ser planejada a partir de agora a 4ª Feira Imobiliária da Zona Sul, que ocorrerá em 2011, com envolvimento maior de construtores e imobiliárias. A ideia é aproveitar um final de semana no Parque do Sesi, onde fica a sede do Sinduscon, para o evento.
Nessa 3ª edição, que teve a Caixa, o Sinduscon e a Prefeitura de Pelotas como parceiros, a Feira recebeu 3,5 mil visitantes, com 500 simulações de financiamentos, de acordo com os números divulgados pela Extremo Sul. "A Feira foi o momento de ofertas de novas unidades para um grande fluxo de pessoas. Estávamos mais organizados que nos outros anos, mas no próximo estaremos melhores", avaliou Michielin, que é o atual superintendente em exercício.
Maria da Graça Marques, da Editoria de Economia do Diário Popular
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