O edital de licitação para as obras de duplicaçao duplicação dos 220 quilômetros da estrada Eldorado do Sul-Pelotas (BR-116), estimada em R$ 1 bilhão, poderá sair até o final do mês de julho. O anúncio foi feito ontem (5) pelo superinetendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio Grande do Sul, Vladimir Casa, durante a reuniao-almoço promovida pelo Sindicato da Indústria da Construção e Mobiliário (Sinduscon) de Pelotas e Região.
Conforme Casa, o Dnit já tem em mãos a licença prévia, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que permite o lançamento dos editais e está fazendo atualmente os últimos ajustes do projeto. A expectativa é de colocar máquinas na pista até o final do ano. “ É um prazo bem viável, porém é preciso que a licitação seja sem recursos judiciais das empresas envolvidas. Se alguém recorrer, enrola outra vez e o cronograma atrasa de novo”, alerta o superintendente.
Financiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o trecho compõe, ao lado da estrada Pelotas-Rio Grande (BR-392), o eixo rodoviário entre a Região Metropolitana e o porto de Rio Grande. Os 220 quilômetros entre Eldorado do Sul e Pelotas estão divididos em 10 lotes. Nove deles constarão no edital – o único lote fora corresponde à ponte do Rio Camaquã, em Cristal, com o projeto em fase de conclusão.
Já a duplicação da BR-392, entre Pelotas e Rio Grande, segue em “ritmo normal”, conforme avaliação do Dnit. As máquinas atuam nos lotes dois e três, ambos situados em Rio Grande, orçados em R$ 280 milhões, também oriundos do PAC. Após cinco meses de trabalhos, 10 quilômetros de terraplenagem e 20 de bueiros estão concluídos.
IMPACTO – Ao destacar que o projeto é uma obra importantíssima para o Rio Grande do Sul, o presidente do Sinduscon/Pelotas, Rui Idiarte Lucas, lembrou que o investimento vai transformar a Zona Sul: “pois fecha um corredor de estradas duplicadas que ajuda muito as empresas produtoras e exportadoras. Significa fretes mais baratos e uma maior competitividade”, ressaltou. Com relaçao à inserçao de construtoras locais nas obras, Lucas adiantou que somente uma associada ao sindicato local tem condiçoes para habilitar-se nos editais: trata-se, segundo ele, da Construtora Pelotense, já executora de diversos empreendimentos de infraestrutura de grande porte. O presidente , no entanto, observou que as empresas locais deverão atuar como tereceirizadas das construtoras vencedoras para a execução, principalmente, naquelas obras necessárias no entorno da rodovia. “Os fornecedores precisam estar atentos. Estes, sem dúvida alguma, serão beneficiados em primeira mão. Precisamos oferecer os insumos locais”, defendeu.